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terça-feira, 30 de março de 2010

Lesõesssss.... por O2 por minuto...

Fratura por estresse


Especialistas dão dicas de como prevenir e tratar uma das lesões mais comuns entre os corredores


Por Fausto Fagioli Fonseca

Quem pratica um esporte de impacto como a corrida sabe que está sujeito a sofrer, em algum momento da sua vida de atleta, algum tipo de lesão. E uma das contusões mais comuns entre os corredores é a fratura por estresse, que corresponde de 5% a 16% de todas as lesões dos praticantes da atividade, segundo informações do site oficial da Federação Paulista de Atletismo.

A fratura por estresse pode ser denominada como: “fissuras microscópicas dos ossos, causadas por uma quantidade de impacto excessivo”, fala Marcos M. Serra, fisioterapeuta e professor de educação física especialista em fisiologia do exercício e fisioterapia esportiva.

Sua ocorrência se dá, normalmente, quando o corredor exagera, e acaba ultrapassando seus limites durante as passadas. “O osso, apesar de ser muito duro, é uma peça biológica viva, que se desgasta durante as atividades diárias e se recupera durante o repouso. Cada ser vivo tem seu próprio ponto de equilíbrio entre os desgastes que sofre e a capacidade que seu organismo tem de se regenerar”, explica Sérgio Nicoletti, ortopedista da Unifesp.

“Quando esse limite é ultrapassado, os mecanismos de reparação não conseguem repor as perdas causadas pelo uso e, em decorrência deste déficit entre uso e reparação, algumas partes do osso podem entrar em fadiga e aparecer a fratura por fadiga de material ou fratura por estresse”, completa.

Alguns ossos, sobretudo dos membros inferiores, são os mais atingidos pelo mal, como fala Serra. “Um estudo revela que entre os atletas, as fraturas por estresse respondem por 0,7 à 15,6% de todas as lesões, sendo 10% um valor aceitável. Este mesmo estudo revela que os ossos mais acometidos nos corredores são a tíbia (37,5 a 63 %), os metatarsais (14 a 37,4%), a fíbula(osso lateral da perna com 9,2 a 21%), o fêmur (3,5 a 6,5%) e o navicular (osso no pé 0,7 a 5,9%)”.

Ainda falando em estatísticas, as mulheres têm mais fraturas por estresse do que os homens. “Muitos ortopedistas atribuem este fato a uma condição conhecida como `a tríade da atleta feminina´”, diz o fisioterapeuta. Esses três fatores que aumentam as chances das mulheres de terem a fratura são:

- Desordem alimentar (bulimia ou anorexia);
- Amenorréia (sem menstruação);
- Osteoporose. Quando a massa óssea da mulher diminui

Descobrindo o problema
Em uma primeira fase, para que haja a detecção da fratura por estresse, o médico fará uma espécie de entrevista com o corredor, para saber a origem da dor, que é a primeira etapa da lesão. O especialista deverá saber o regime de treinamento do atleta, como são feitos, local de treino, calçados e outros fatores de risco para o surgimento da contusão.

“Nesta fase as radiografias podem ser negativas. Posteriormente, elas mostram a presença de traço de fratura incompleta, que pode passar despercebido se o médico não conhecer a história e não souber que se trata de um atleta”, diz Nicoletti, realçando a importância da visita ao médico logo que surge a dor.

Para prevenir, o ideal é que o corredor não busque uma evolução no esporte de forma exagerada e sem a supervisão de um especialista, e sim um desenvolvimento gradativo. Outros fatores que ajudam na prevenção, segundo Serra, são:

• Melhorar a função muscular, aprimorando a força e a flexibilidade;
• Prestar a atenção nos aspectos nutricionais. Exemplo cálcio;
• Prestar atenção na escolha do calçado utilizado para correr, bem como o tipo de piso;
• Prestar atenção nos sinais e sintomas que o corpo mostra, como edema, dor e hipersensibilidade focal.

Tratamento e retorno ao treinamento
O tratamento para a fratura por estresse pode se dar de duas formas: cirúrgica ou não cirúrgica. “O tratamento não-cirúrgico é conservador, com repouso relativo, isto é, afastado de toda e qualquer atividade de impacto, podendo o atleta realizar atividades na água e exercícios de fortalecimento e alongamento para manter sua condição muscular e cárdio-respiratória”, diz Marcos Serra.

Neste caso, é importante que o atleta fique longe da atividade que lhe causou a fratura durantes seis a oito semanas, para que ocorra a cura total da lesão. “Se a atividade que causou a fratura por estresse é retomada muito rapidamente, podem se desenvolver fraturas maiores, e mais difíceis de curar”, revela o fisioterapeuta.

A cirurgia ocorre nos casos mais severos, para que haja uma readaptação adequada. “O procedimento pode envolver fixação do local da fratura, e a reabilitação faz-se numa média de quatro a seis meses”, completa Serra.

Após totalmente curado, o corredor poderá voltar a praticar o esporte tranquilamente. Porém, é importante que essa volta seja feita de forma leve, com carga e velocidade menores. “A única restrição ( que não é exatamente uma restrição imposta pelo médico mas pelo próprio limite biológico do atleta ou da atleta) é não ultrapassar o seu próprio limite de tolerância biológica ao treinamento, recomendação que, muitas vezes, implica em mudar o programa de treinamento”, finaliza Nicoletti.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Probleminhas de corredores...

entenda pq correr é mais que superação...
alguém quer deixar de correr por causa disso ???

Assaduras

Talvez você tenha experimentado esse desconforto uma ou duas vezes nos últimos dez anos, mas, decididamente, se você dependesse de assaduras para purgar os seus pecados, o Reino dos Céus estaria cada vez mais distante. Contudo, fique tranqüilo. Isso se resolverá tão logo a sua corrida longa passe um certo limite.

Na verdade, acho que há dois limites a considerar: para os mamilos e para as coxas (ou virilhas). O quê, você exclama roxo de indignação, mamilos assados?!? Mas eu sou é macho! Bem, lamento informá-lo que essa praga assola corredores dos dois sexos. Aliás, suspeito que seja pior para homens, já que as mulheres podem contar com aquela proteção extra que, se bem ajustada, pode atenuar bastante a fricção com a camiseta. Da minha pequena e pouco importante experiência pessoal, eu diria que

  • A assadura de mamilo dá uma dor infernal, por até dois dias.
  • Quando a lesão é pequena, ela pode não ser percebida durante a corrida. Mas quando você vestir a camisa no dia seguinte, seus vizinhos acordarão com seus gritos.
  • Para correr, prefira camisetas leves, de tecido sintético (em polyester, por exemplo), às de algodão, pois as primeiras deixam a umidade escorrer facilmente, enquanto as outras ficam encharcadas, pesadas e ásperas o tempo inteiro.
  • Muitos corredores recomendam vaselina como prevenção. Nunca experimentei porque sou eu quem lava as minhas camisetas.
  • Eu recomendo uma tira de Micropore [3] largo, de 9,7 cm (não gosto de números inteiros) sobre cada mamilo. Mas os meus são pequenos, talvez você precise de algo mais consistente [4].
As assaduras de coxa ou virilha também atormentam a vida de quem resolve correr mais do que o bom senso recomenda. Assim como como ocorre com os mamilos, a gravidade das lesões varia muito em função da presença ou não de dobrinhas indevidas. Minhas observações, pouco dignas de crédito, são as seguintes:
  • Cuecas de algodão ficam mais ásperas a cada lavada, e acabam tornando-se uma lixa nº 220 (inclusive você pode guardá-las para usar na próxima vez em que decidir pintar a sua sala). Cuecas novas e apertadinhas funcionam melhor para mim (não desmaiem, garotas).
  • Não sei o que se passa com roupas de baixo sintéticas, pois sou alérgico a elas (diabo, acho que estou revelando mais da minha intimidade do que deveria).
  • Muitos corredores recomendam vaselina como prevenção. Nunca experimentei porque também sou eu quem lava as minhas cuecas.
  • Quando o pior acontecer, esprema um tubo de Hipoglós [3] generosamente sobre a área afetada. Você finalmente vai entender como a geração da fralda de pano conseguiu sobreviver. Mas não esqueça de usar suas cuecas (calcinhas) velhas quando fizer isso, de preferência aquelas que estão prontas para ir para o lixo.
Calos, bolhas e unhas pretas

Sim, estamos falando dos seus pezinhos mimosos, que mamãe beijou e passou talquinho. Comece a correr muito e eles ficarão irreconhecíveis. Se, é claro, você se descuidar. Se comprar um tênis apertado, ou um tênis muito folgado, ou usar uma meia Rala&Raspa. Aliás, as meias velhas também têm um efeito abrasivo considerável.

Bem, mas se você estava se roendo de vontade de ouvir a minha opinião altamente abalizada sobre esses assuntos, deu-se mal. Só tive problemas desse tipo em dois momentos, ambos altamente reveladores do meu quociente de inteligência: (1) quando comprei um tênis apertado e (2) quando eu teimava em não parar de correr para tirar uma pedrinha irritante do tênis. No primeiro caso, eu resolvi o problema com facilidade: passei a usar duas meias e nunca mais tive bolhas, por duas razões. Primeiro, porque o atrito no meu pé diminuiu, e segundo, porque o tênis, que já era apertado, ficou insuportável, e eu acabei tendo de comprar um maior. Simples, não é? Já, no segundo caso, aposto que você já sabe como foi que eu resolvi.

Já que toda a minha experiência se resume a esses surtos de idiotia, terei de recorrer ao consultor da Runner's World e autor de um livro sobre lesões de corredores [ELL94], o assombroso Dr. Joe Ellis [5]. Segundo ele, há duas causas possíveis para esses problemas: tênis inadequado ou irregularidades ortopédicas. Parece óbvio, mas isso sugere que, dependendo do caso, talvez não exista um tênis ao qual o corredor consiga se ajustar perfeitamente. Pelo menos, não antes de ter o seu problema corrigido.

Como você já sabia perfeitamente, calos e bolhas têm uma causa comum. Eles geralmente resultam da exposição da pele a um processo de fricção. No caso da bolha, a fricção provoca a separação das camadas externas da pele, o que forma um espaço que será preenchido por um fluido (que pode ser sangue, dependendo da gravidade da lesão). Calos têm a mesma causa, mas têm origem na reação do organismo para evitar bolhas. Mas essa reação pode ser exagerada, levando o calo a crescer tanto que ele próprio se torna uma fonte de dor.

Em relação a unhas pretas, não, eu não estava suspeitando do seu asseio esmerado. O que acontece é que o impacto freqüente das unhas contra a superfície interna do tênis pode irritá-las e, se o trauma for suficientemente grande, pode provocar um sangramento. Esse sangramento é que dá à unha aquele bonito e vistoso tom escuro, que pode durar semanas ou até meses [6]. Essa é uma queixa constante dos ultracorredores, mas pode afligir atletas mais modestos também.

A seguir, estão algumas dicas do Dr. Ellis para evitar e tratar esses problemas. Se essas tentativas não funcionarem, isso não significa que você esteja condenado a ser um mero andador. Apenas ache um médico que esteja capacitado a tratá-lo adequadamente (não pense que necessariamente será o primeiro que você achar).

  • Se o bico do tênis está apertando, uma solução muito simples pode ser a troca do sistema de enfiamento do cadarço. Por exemplo, o enfiamento em Z tende a puxar o bico do tênis para cima, dando mais espaço aos dedos. O mesmo não ocorre com o enfiamento em X. Obs: Z e X são as letras formadas pelo cadarço quando se olha um conjunto de quatro furos (dois de cada lado) de cima.
  • Proteções específicas para calos (Dr. Scholl ou similares) podem ajudar.
  • Meias duplas (nunca vi a venda por aqui) ou duas meias finas (minha opinião) podem ajudar também.
  • Troca de tênis: eles devem ser suficientemente folgados para você sentir um vazio ao apertar na frente do dedão, mas não tanto que seus pés possam executar uma dessas danças baianas descartáveis lá dentro.